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Análise do Comportamento Articulando do Ombro Homolateral em Pacientes Submetidas a Mastectomia Radical Modificada

RESUMO

A intervenção cirúrgica, especificamente a mastectomia, resulta conseqüências emocionais e físicas para as mulheres, requerendo, portanto, um cuidado multiprofissional, tendo por destaque a Fisioterapia. O objetivo do presente estudo foi compreender a relação do procedimento cirúrgico do tipo mastectomia radical modificada, independentemente da técnica cirúrgica adotada, com o aspecto funcional da articulação do ombro homolateral, a partir da investigação dos movimentos entre abril e junho de 2007, no Hospital Mário Kröef, a priori, este estudo teve sua relevância comprovada a partir de dados de 30 (trinta) pacientes do gênero feminino com idade entre 40 a 60 anos submetidas à mastectomia radical modificada tipo Patey ou Madden. Foi realizada a mensuração articular do ombro utilizando o goniômetro universal. A partir destes dados, foram observadas perdas significativas para um retorno das Avds com qualidade nos movimentos de flexão, extensão, abdução e adução. Conclui-se, em princípio, que a técnica de Patey foi a que mais comprometeu os movimentos funcionais do ombro, em particular os movimentos de flexão e abdução; tal informação irá orientar um tratamento fisioterapêutico eficaz.

INTRODUÇÃO

 A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram mais de 1.050.000 novos casos de câncer de mama por ano em todo o mundo. No Brasil, esta patologia representa o primeiro lugar em número de intervenções cirúrgicas realizadas anualmente e é considerada a neoplasia de maior incidência entre as mulheres, acometendo oito em cada cem em alguma fase de sua vida. Embora a maioria dos casos ocorra após os 45 anos, a doença também pode acometer mulheres jovens (apud VIANA; BERGMAN & RIBEIRO, 2005: 53). Há um consenso entre os estudiosos do tema de que o carcinoma mamário ocorre em mulheres com pré-disposição local para neoplasia maligna. Neste contexto, dentre os fatores que parecem desempenhar papel importante na carcinogênese, segundo Guyton, cumpre analisar: hereditariedade, paridade, lactação, menopausa tardia, obesidade, hormônios endógenos e estrógenos exógenos. O aumento da sobrevida transformou o câncer em doença crônica e sujeitou os doentes a maiores sofrimentos. Para tanto, os médicos indicam tratamentos isolados ou combinados, incluindo cirurgias, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia, sendo que os dois primeiros podem gerar conseqüências físicas, como dificuldade momentânea na movimentação do ombro e alterações de sensibilidade do braço, que chegam a acometer até 100% das pacientes submetidas à cirurgia. A indicação deste procedimento depende do estadiamento clínico e do tipo histológico do tumor (CAMARGO & MARX, 2000). Neste contexto, o objetivo cirúrgico é promover o controle local, com a remoção mecânica de todas as células malígnas presentes junto ao câncer primário. Assim, os tipos cirúrgicos são: tumorectomia, quadrantectomia ou segmentectomia, cirurgias mioconservadoras, mastectomia radical ou mastectomia radical modificada. Esta última consiste de duas variantes: a de Patey, em que são removidos a glândula mamária e o músculo peitoral menor de suas inserções da apófise coracóide, terceiro, quarto e quinto espaços intercostais, em monobloco com esvaziamento axilar radical (níveis 1,2,3), também linfonodos interpeitorais e aponeurose anterior e posterior do músculo peitoral maior, e a de Madden, em que são removidos a glândula mamária juntamente com a aponeurose anterior e posterior do músculo peitoral maior, os linfonodos interpeitorais, com esvaziamento axilar 3 (níveis 1, 2, 3), sendo preservados os músculos peitoral maior e menor (CAMARGO & MARX, 2000). Tendo em vista o exposto, a mastectomia radical modificada é um procedimento cirúrgico menos mutilador que a radical, porém, dependendo da técnica empregada, há perda funcional do segmento afetado, cicatrizes aderentes, seroma, linfedema. Em face a essa consideração, cumpre dimensionar o comportamento da articulação do ombro do mesmo dimídio da referida cirurgia, no que concerne os movimentos executados pela articulação. Os estudos referentes a mastectomia e seus efeitos nas articulações da região têm demonstrado que a articulação do ombro tem sido comumente afetada no tratamento do câncer de mama. Pessoas com esta condição podem ter problemas significantes, incluindo desconforto, dor e dificuldade da extremidade afetada, problemas estes que limitam a amplitude de movimento, favorecendo outras complicações (PINTO et al, 2004). As alterações biomecânicas decorrentes do tratamento da mama também podem estar associadas a problemas preexistentes, ressaltando a importância de uma avaliação fisioterapêutica no pré-operatório, visando minimizar possíveis complicações. Dessa forma, torna-se importante para atividade multidisciplinar e, principalmente, fisioterapêutica, considerando os diferentes níveis de atenção à saúde, mensurar a amplitude articular dos movimentos do ombro homolateral em pacientes submetidas a diferentes técnicas de mastectomia radical modificada, a fim de identificar alterações ou complicações de forma a favorecer a intervenção adequada. Por isso, este estudo buscou compreender a relação do procedimento cirúrgico do tipo mastectomia radical modificada, independentemente da técnica cirúrgica adotada com o aspecto funcional da articulação do ombro homolateral, a partir da investigação dos movimentos.

METODOLOGIA

Este estudo caracterizou-se com pesquisa descritiva, cuja amostra foi composta por trinta pacientes, do gênero feminino, submetidas a mastectomia radical modificada, tipo Patey ou Madden, com idade entre 40 a 60 anos, residentes do município do Rio de Janeiro, atendidas no setor de fisioterapia do Hospital Mário Kroeff, no período de abril a junho de 2007. 4 Com exclusão, foram considerados os fatores: ter menos de 40 anos de idade, submetidas a outras cirurgias na cintura escapular ou na área da mastectomia e/ou portadoras de doenças no ombro preexistentes à mastectomia, como a limitação no membro ipsilateral à cirurgia. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Castelo Branco e todas as mulheres assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido antes de serem incluídas na pesquisa (ANEXO 1). A técnica de avaliação da amplitude articular dos movimentos do ombro foi a goniometria, fazendo uso do goniômetro da marca Carci. A avaliação foi feita no pós-operatório de 20 dias, tendo no primeiro momento a aplicação do questionário, avaliando o tipo de cirurgia realizada e, posteriormente, mensurando os seguintes movimentos do ombro: flexão, extensão, abdução e adução. É importante ressaltar que a amplitude de movimento foi medida exigindo um alinhamento postural na posição sentada, em cadeira com encosto, mantendo os joelhos a 90º, com os pés tocando o solo, evitando desta forma a substituição ou compensação por outros movimentos (ANEXO 2). A mensuração foi aplicada três vezes seguidas para cada movimento funcional do ombro, adotando-se as medianas obtidas. O movimento de flexão do ombro (0 a 180º) foi realizado levando o braço para frente, com a palma da mão voltada medialmente paralela ao plano sagital. O braço fixo do goniômetro esteve ao longo da linha axilar apontando para o trocânter maior do fêmur e o braço móvel colocado na superfície lateral do corpo do úmero voltado para o epicôndilo lateral. No movimento de extensão do ombro (0 a 45º), com a palma da mão voltada medialmente paralela ao plano sagital e braço para trás, o braço fixo do goniômetro foi colocado ao longo da linha axilar média do tronco apontando para o trocânter maior do fêmur, e o braço móvel esteve posicionado sobre a superfície lateral do corpo do úmero, indicando para o epicôndilo lateral. O movimento de abdução (0 a 180º) foi realizado elevando o braço lateralmente em relação ao tronco, com a palma da mão direcionada anteriormente paralela ao plano frontal. O braço fixo do goniômetro ficou sobre a linha axilar posterior do tronco e o braço móvel sobre a superfície posterior do indivíduo, voltada para a região dorsal da mão. 5 O movimento de adução (0 a 40º) foi realizado na frente do corpo com a palma da mão voltada posteriormente numa flexão de 90º do ombro. O braço fixo do goniômetro esteve paralelo à linha mediana anterior, estando o móvel sobre a superfície lateral do úmero. O seu eixo ficou antero-posterior à articulação glenoumeral. Os parâmetros das amplitudes dos movimentos observados estão de acordo com (NORKIN & WHITE, 2001).

RESULTADOS

Observou-se que, dentre as trinta pacientes submetidas à cirurgia radical modificada, 60% foram do tipo Patey e 40% do tipo Madden; 56,66% apresentavam dor no ombro homolateral à cirurgia e ficaram impedidas de realizarem suas AVD´S após a operação; 43,34% não apresentavam dor. A média das idades das pacientes foi de 52 anos, variando de 40 à 60 anos; 99% se submeteram ao esvaziamento axilar total; 30% tiveram complicações no pós-operatório, sendo o seroma e a cicatriz hipertrófica as complicações mais freqüentes, ocorrendo também linfedema; 99% dessas pacientes estão em tratamento fisioterapêutico; a mama mais acometida pelo câncer foi a esquerda, com 63%.

DISCUSSÃO

Observou-se principalmente déficit na flexão e abdução do ombro homolateral à cirurgia em relação ao contralateral, com amplitudes menores de 100º na técnica cirúrgica de Patey, e menores de 120º na de Madden, implicando nas AVD`S das pacientes. Foi constatado que a limitação da amplitude articular na técnica de Patey foi mais significativa quando comparada à técnica de Madden, tendo em vista que as mastectomias radicais modificadas são cirurgias bem mais toleradas e permitem uma recuperação funcional muito melhor que a radical, a de Patey conserva unicamente o peitoral maior, e a de Madden conserva o peitoral maior e o menor. Nas duas técnicas descritas há exploração ganglionar para verificar o grau de comprometimento dos mesmos. No pós-operatório a imagem corporal da mulher sofre alteração, bem como seu psicológico, a falta de peso da mama fará com que o ombro do lado operado se eleve e gire internamente abduzindo a escápula e provocando contratura muscular, o que já levaria a uma limitação funcional do ombro. Sugden (1998) relata que metade das pacientes submetidas a mastectomia radical modificada por carcinoma mamário apresenta limitação de pelo menos um movimento do ombro homolateral após a cirurgia, isto se comprovou através do estudo com o déficit de todos os movimentos relacionados ao ombro, com maior decréscimo na flexão e abdução.

CONCLUSÃO

 Quando a paciente apresenta patologia prévia associada ao ombro no exame pré- operatório pode ser um indicativo de futura complicação, pois a limitação do ombro pode cronificar nas pacientes não tratadas precocemente. As técnicas utilizadas para mastectomia radical modificada estiveram associadas à perda maior ou menor de amplitude articular, sendo significativa do ponto de vista estatístico. Já que estudos prévios, como na presente série, também apontaram diferença nos movimentos articulares. Pode-se afirmar que este estudo obteve êxito quanto ao objetivo estabelecido, uma vez que permitiu verificar e comparar o comprometimento dos movimentos articulares do ombro homolateral a partir do procedimento cirúrgico, verificando que houve comprometimento da amplitude articular do ombro homolateral nas pacientes submetidas à mastectomia radical modificada, em específico na técnica de Patey, onde os movimentos de flexão e abdução foram os mais comprometidos, confirmando as literaturas pesquisadas que afirmam que mais de um movimento é comprometido na mastectomia radical modificada. Tornou-se evidente que novos estudos devem ser ampliados, tanto em relação ao tempo de acompanhamento, como em relação ao tamanho amostral, para que se possa obter uma melhor compreensão da limitação da amplitude articular.

Acadêmicos de Fisioterapia da UCB: Janaína de Abreu e Silva Rodrigo Silva Rodrigues

 

Câncer próstata e como conseqüências músculos esqueléticas podem afetar a ATM

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens.

            Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

            O diagnóstico é feito pelas combinações do exame clínico (toque retal) relacionado com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico no sangue associando ambos aos exames de imagem como a ultrassonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). O resultado da ultrassonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de biópsia prostática transretal, e para obter a confirmação é necessário o estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata.

            O tratamento depende do quanto a doença penetrou na próstata e se há metástase ou não, depende também da agressividade da doença, que é medida por uma escala chamada “Gleason” e do valor do PSA no sangue. Quando a doença está apenas na próstata, o tratamento é feito com a cirurgia de retirada da próstata ou através da radioterapia, associada muitas vezes a uma injeção para bloquear a produção dos hormônios masculinos. Para doença localizada cirurgia e radioterapia podem ser oferecidos, já nos casos que a doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados, se houver metástase (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.

            A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico, no entanto tanto a cirurgia como os tratamentos quimioterápicos e radioterápicos na região pélvica podem levar a fraqueza dos músculos que compõem o assoalho pélvico, irritação e inflamação da mucosa da bexiga, sendo assim ambos os tratamentos deixam seqüelas físicas que podem levar a disfunções músculo esqueléticas importantes, como a incontinência urinaria. Estudos científicos relatam que aproximadamente 1% dos pacientes submetidos a cirurgia da próstata evoluem com incontinência urinária após a cirurgia.

            Por outro lado a fraqueza dos músculos do assoalho pélvico (quadril ou bacia) influencia diretamente na função de articulações importantes como a articulação temporomandibular, uma vez que tanto a bexiga como os músculos estão diretamente ligados ao sacro (ultima parte da coluna vertebral) através de suas alças de sustentação, e o sacro acompanha todos os movimentos do crânio pela conexão que ambos tem com a coluna vertebral. A articulação temporomandibular por sua vez acompanha os movimentos do crânio, portanto se houver disfunção pélvica haverá conseqüências também na ATM, essa pessoa poderá apresentar alguns dos sinais e sintomas de Disfunção temporomandibular (DTM), tais como:

  • Dor na face
  • Dor ou dificuldade de mastigar
  • Dor cervical e nos ombros
  • Limitação da abertura da boca
  • Luxação e subluxação mandibular (Cair o queixo)
  • Problemas oclusais (alteração no encaixe dos dentes)
  • Bruxismo
  • Alterações da postura
  • Vertigem
  • Otalgia (dor de ouvido)
  • Zumbido

                                                                                           

 

 

 

                                                            (figura 2)

                                                                                             

         Procure ajuda sempre que houver qualquer um destes sinais ou sintomas.

            O tratamento deve ser multidisciplinar, ou seja, o oncologista em parceria com o fisioterapeuta, dentista, psicólogo, psiquiatra e neurologista, é muito importante consultar um profissional com conhecimento adequado, mas que principalmente tenha especialização nesta área de disfunção temporomandibular.

Procure um dos nossos colaboradores.

 

Link para artigo cientifico

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-11052010-151616/en.php

Compreendendo a Dor relacionada a Articulação Temporomandibular

Às vezes você se pega questionando sobre a sua dor? É bem provável que essas perguntas e muitas outras já tenham passado pela sua cabeça. É natural que isso aconteça afinal, existe algo ocorrendo no seu corpo e ninguém melhor que você mesmo para se preocupar e tentar achar explicações. Entender o que está ocorrendo no corpo quando se tem dor por muito tempo é um grande passo para começar a tomar algumas atitudes e tentar modificar o que está acontecendo.     

      A dor é, usualmente, definida como uma experiência subjetiva que pode estar associada a dano real ou potencial nos tecidos, ou seja, músculos e ossos e vísceras, a dor é considerada uma experiência genuinamente subjetiva e pessoal, ninguém sente sua dor ou vai entender a proporção dela. A percepção da dor é caracterizada como uma rica experiência multidimensional.

      Nenhum outro sintoma físico é mais penetrante do que a dor, a qual é caracteristicamente acompanhada por experiências psicológicas de sofrimento humano.

      Porem a dor é um mecanismo de proteção que existe nas pessoas, quando nos machucamos, a dor serve para nos alertar que precisamos fazer algo. Se cortamos o dedo, se pisamos em um prego, iremos procurar um serviço de emergência ou mesmo fazer um curativo. No entanto é importante saber que o corpo tem a capacidade de se recuperar. A dor é uma informação que se manifesta de múltiplas maneiras e o sofrimento é a forma que processamos essa informação. Cada um, de acordo com os seus recursos emocionais, reagirá de forma distinta, mas para o corpo humano ela pode ser uma experiência agonizante e muitas vezes se expressa como um processo inflamatório em músculos, articulações ou em qualquer outra parte do corpo, vísceras e órgãos internos.

      Uma das articulações mais acometidas pela dor é a articulação temporomandibular (ATM) isso ocorre porque essa articulação é responsável por permitir todos os movimentos da mandíbula e seu funcionamento se relaciona com vários sistemas do corpo como o mastigatório, o fonoarticulatório (da fala), o respiratório, o sistema postural e o vestíbulo coclear (que controla o equilíbrio e a audição), é uma articulação que esta em uso constante e geralmente as dores na ATM estão associadas com:

  • Cefaléia crônica
  • Dor na face
  • Dor ou dificuldade de mastigar
  • Dor cervical e nos ombros
  • Limitação da abertura da boca
  • Luxação e subluxação mandibular (Cair o queixo)
  • Problemas oclusais (alteração no encaixe dos dentes)
  • Bruxismo
  • Alterações da postura
  • Vertigem
  • Otalgia (dor de ouvido)
  • Zumbido.

Esses sinais e sintomas que acompanham as dores na ATM caracterizam uma Disfunção da ATM ou simplesmente “DTM”. Portanto, para tratar a dor relacionada uma disfunção da ATM, é preciso pensar primeiro em patologia ou a causa da doença(do grego, pathos doença e logos, estudo), ou seja, no estudo da doença  responsável pela dor e consequentemente a disfunção. De nada adianta tentar tratar uma artropatia infecciosa apenas com plaquinha, uma neoplásica com exercícios, ou uma dentária com infiltrações porque simplesmente não vai funcionar. Para cada tipo de dor existe uma forma apropriada de abordagem terapêutica ou seja tratamento e é por este motivo que a maior parte das informações neste site é voltada para o diagnóstico do problema, orientamos ao leitor que procure um dos nossos colaboradores, envie suas duvidas pelos nosso canal de relacionamento.

 

 

Câncer de mama e as conseqüências para ATM

Você sabia que o câncer de mama tem mais de 90% de chances de cura quando diagnosticado na fase inicial? Por isso a conscientização da mulher é tão importante, isso significa fazer os exames preventivos – como a mamografia, por exemplo – e se conhecer, se autoexaminar, quanto mais a gente se conhecer, mais armas teremos para buscar ajuda.

Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando são adotadas práticas saudáveis como:

Praticar atividade física;

Alimentar-se de forma saudável;

Manter o peso corporal adequado;

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

Amamentar

            No entanto o câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve nos seios. Todo câncer é caracterizado por um crescimento rápido e desordenado de células. Quando as células adquirem características anormais, células dos lobos mamários, células produtoras de leite ou dos ductos por onde é drenado o leite, podem causar uma ou mais mutações no material genético da célula. Esta doença acontece quase exclusivamente em mulheres, porém existem casos de homens com câncer de mama também.

            Há dois possíveis tratamentos para o câncer de mama, o clínico e o cirúrgico. Os tratamentos cirúrgicos envolvem a retirada da mama, a mastectomia, ou parte dela, já o os tratamentos clínicos envolvem vários tipos de medicamentos, como os quimioterápicos, os hormonais e também a radioterapia, que deve ser empregada logo após o tratamento cirúrgico, porem em ambos haverá seqüela física e psicológica, entre as sequelas física destaca-se o linfedema pós mastectomia, ou seja, o inchaço gradual dos membros superiores, resultante do tratamento ao câncer da mama. Os membros superiores tem intima relação com a articulação temporomandibular já que os músculos dos membros superiores se comunicam com os músculos do pescoço, cabeça e face, assim sendo qualquer alteração na articulação glenoumeral que é a articulação dos membros superiores afeta diretamente a articulação temporomandibular. A própria cicatriz cirúrgica causa retração muscular que leva ao encurtamento dos músculos associados, esse encurtamento leva a diminuição do espaço articular, neste quadro afetara a articulação do ombro relacionado a mama e a ATM homolateral a este ombro.

            Como conseqüência esta pessoal poderá apresentar alguns dos sinais e  sintomas de Disfunção Temporomandibular.

            Procure ajuda sempre que houver qualquer sinal ou sintoma na ATM como:

  • Dor na face
  • Dor ou dificuldade de mastigar
  • Dor cervical e nos ombros
  • Limitação da abertura da boca
  • Luxação e subluxação mandibular (Cair o queixo)
  • Problemas oclusais (alteração no encaixe dos dentes)
  • Bruxismo
  • Alterações da postura
  • Vertigem
  • Otalgia (dor de ouvido)
  • Zumbido

      O tratamento deve ser multidisciplinar, ou seja, o mastologista em parceria com o fisioterapeuta, dentista, psicólogos, psiquiatras e neurologistas é muito importante consultar um profissional com conhecimento adequado, mas que principalmente tenha especialização nesta área de disfunção temporomandibular.

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Tudo Sobre ATM e DTM

Definição

A articulação temporomandibular (ATM) é a articulação que liga a mandíbula ao crânio. Essa articulação pode sofrer vários distúrbios, prejudicando assim sua função. Estalos e dores são sintomas frequentemente relatados pelos pacientes.

Sinais e Sintomas

Existem muitos sintomas da DTM. Muitas vezes é difícil saber com certeza se você tem DTM, porque esses sintomas também podem estar presentes em outras condições. O seu dentista poderá ajudá-lo a fazer um diagnóstico adequado analisando o seu histórico completo ou anamnese, realizando um exame clínico e por meio de radiografias adequadas.

Alguns dos sintomas mais comuns de DTM incluem:

  • Dores de cabeça (muitas vezes se assemelhando com enxaquecas), dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos;
  • Estalos ou dor ao abrir ou fechar a boca;
  • A mandíbula fica trava, sai do lugar;
  • Dor nos músculos de mastigação;
  • Dificuldade ao mastigar ou morder;

Causas

Muitas vezes, a DTM surge a partir de problemas nos músculos da mandíbula ou na própria articulação. Se sua mandíbula estiver estalando ou até mesmo travando de vez em quando,é importante consultar um dentista a fim de determinar suas causas.

Diagnóstico

Para diagnosticar corretamente a DTM, o seu dentista irá realizar uma avaliação completa e poderá solicitar radiografias panorâmicas para avaliar a ATM verificar a sua oclusão. Ele poderá examinar os músculos e tecidos da cabeça e pescoço à procura de sinais de inflamação. Certos exercícios e movimentos podem estar envolvidos e você poderá ser encaminhado a um cirurgião bucal maxilo-facial para posterior avaliação e diagnóstico.

Tratamento

Embora não haja cura única para a DTM, existem diferentes tratamentos que podem reduzir consideravelmente os sintomas. O seu dentista poderá:

  • Tentar eliminar a dor e o espasmo muscular por meio de calor ou através de medicamentos, tais como relaxantes musculares, aspirina, analgésicos ou antiinflamatórios
  • Produzir uma placa para tratar bruxismo, caso você tenha esse hábito de ranger ou apertar os dentes
  • Aplicar técnicas de relaxamento para ajudar a controlar a tensão muscular na mandíbula para combater o estresse
  • A Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) utiliza correntes elétricas de baixa tensão para relaxar os músculos faciais e articulações, além de proporcionar alívio da dor.
  • Seu dentista poderá prescrever medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais para aliviar a dor e o inchaço.

Condições Relacionadas

A ATM inclui diversos distúrbios que muitas vezes se sobrepõem. Incluindo:

  • Problemas musculares que afetam o movimento da mandíbula;
  • Dor de cabeça e em torno da articulação da mandíbula;
  • Problemas dentro da própria articulação

Essa variedade de condições torna o diagnóstico e o tratamento desafiadores. Um diagnóstico preciso é essencial para o sucesso do tratamento.

 

Fibromialgia a doença invisível

“Meu corpo dói, meus braços estão ardendo, minhas mãos formigam, minhas costas doe, meu quadril esta doendo, minha cabeça está com um barulho horrível, me sinto inchada. Será que alguém acredita em mim?

As vezes acho que estou ficando louca, é tanta dor sinto que ninguém me enxerga, ninguém me ama ou se importa comigo, cheguei ao meu limite.”

Relatos de uma portadora de fibromialgia.

 

E o que é a Fibromialgia?

 

É um conjunto de sinais e sintomas, (por isso leva o nome de síndrome), de causas desconhecidas classificada como uma doença reumática não-articular e não-inflamatória que afeta músculos e articulações, mas sem causar deformidades nas articulações.

Alguns dos seus sinais e sintomas incluem distúrbios do sono, fadiga, dor abdominal, inchaço, rigidez matinal de curta duração, sensação de edema e parestesias, algumas pessoas apresentam também outras síndromes associadas como síndrome do cólon irritável, cefaléia crônica, ansiedade e depressão. Noventa por cento das pessoas com diagnóstico de fibromialgia sofrem de fadiga de moderada a severa, com perde de disposição, sentindo um cansaço parecido ao proporcionado por uma gripe.

Esta síndrome é mais comum em mulheres do que em homens, em especial entre as idades 20 e 50 anos.

O diagnóstico da fibromialgia é feito clinicamente (por meio da história dos sintomas e do exame físico) Não existem testes laboratoriais que possam realizar o diagnóstico, mas o médico pode solicitar exames de sangue para que outras doenças, com sintomas e características parecidos, sejam descartadas entre os possíveis diagnósticos.

Ao exame clinico é necessário que a pessoa sinta dor a palpação em pelo menos 11 dos 18 pontos conhecidos como tender points.

O tratamento é mais eficaz quando são unidos medicamentos e cuidados não medicamentosos como: Terapia cognitivo comportamental, exercícios físico e um programa de fisioterapia sem dor elaborado para cada paciente individualmente. Neste programa deve estar incluso :

  • Exercícios de alongamento que promovem o relaxamento, a mobilidade e a flexibilidade muscular sem causar dor;
  • Hidroterapia, pois a água permite a realização de exercícios de maior amplitude, reduzindo a dor e a fadiga, melhorando a qualidade do sono;
  • Massagem porque promove o relaxamento muscular, melhora a qualidade do sono, combate a fadiga e elimina a dor.

 Fibromialgia - articulando com a dor

 Artigo sobre fibromialgia

 

Saúde em Pauta

Parece um consenso que muitas pessoas estão procurando melhorar a maneira como vivem e interagem, buscando, assim,melhorar sua saúde e bem estar. Entende-se hoje que a saúde engloba não somente a ausência de doenças mas também o bem estar social e mental em que nos encontramos, e que o ambiente em que vivemos tem uma grande contribuição em tudo isso. Dessa maneira, é muito importante nos sentirmos em paz, mesmo no meio da correria do dia-a-dia. Quando pensamos então em bem estar, logo pensamos na ausência de dor. A presença de dorjá é um alerta para percebermos que algoestá errado com o nosso organismo, afinal, ela só está presente quando temos algum processo de inflamação, infecção ou ambos. Daí a importância de cuidarmos do corpo em sua totalidade, de prestarmos atenção em como estamos levando a vida, inclusive o nível de stress que muito contribui para a somatização destes processos. É importante ficar atendo a qualquer sinal de mudançade peso, perda de sono, indisposição e cansaço e também na presença de qualquer tipo de incômodo relacionados a dor. Além disso, cercar-se de bons profissionais para o seu correto tratamento e estar disposto à pequenas mudanças para alcançar equilíbrio e saúde devem ser metas de vida das quais não podemos abrir mão.

Articulação Tempomandibular - Introdução

A articulação temporomandibular (ATM) é a única articulação móvel do crânio. É considerada a mais complexa do corpo humano, por duas razões:
é a única que permite movimentos rotacionais e translacionais, devido à articulação dupla do côndilo.  Além disto, existem duas articulações conectadas a
um único osso, a mandíbula, as quais funcionam simultaneamente.

Para que a articulação temporomandibular funcione de forma adequada, a própria articulação temporomandibular, a oclusão dental e o equilíbrio neuromuscular devem relacionar-se harmonicamente. 
O termo disfunção temporomandibular (DTM) é utilizado para reunir um grupo de doenças que acometem os músculos mastigatórios, ATM e
estruturas adjacentes. As DTMs podem ser classificadas em dois grandes subgrupos: as de origem articular, ou seja, aquelas em que os sinais e
sintomas estão relacionados à ATM; e as de origem  muscular nas quais os sinais e sintomas relacionamse
com a musculatura estomatognática. A DTM tem etiologia multifatorial 2,5-10 e está relacionada com fatores estruturais, neuromusculares, oclusais
11 (perdas dentárias, desgaste dental, próteses mal adaptadas, cáries, restaurações inadequadas entre outras), psicológicos (devido a tensão há um
aumento da atividade muscular que gera espasmo e fadiga), hábitos parafuncionais (bruxismo, onicofagia, apoio de mão na mandíbula, sucção digital
ou de chupeta) e lesões traumáticas ou degenerativas da ATM. As DTM têm interpretação muito ampla e descrevem uma população geral de pacientes
sofrendo de disfunção dos músculos e articulações da mandíbula, usualmente dolorosa. Quando presente, a DTM caracteriza-se por dores nas articulações
temporomandibulares e nos músculos mastigatórios, sendo a dor o sintoma mais comum e as mulheres são mais afetadas que os homens numa proporção de 4:1 7.
Normalmente essa disfunção afeta tão enfaticamente a população que num estudo recente, os autores concluíram que a dor da DTM tem um impacto negativo na qualidade de vida do paciente, prejudicando as atividades do trabalho (59,09%), da escola (59,09%), o sono (68,18%) e o apetite/alimentação (63,64%) nos sujeitos pesquisados.
Os sintomas auditivos referidos por pacientes com DTM são: dores de ouvido (otalgia), sensação de plenitude auricular, sensação de diminuição de acuidade auditiva, zumbidos, tonturas e vertigens.  

Outros sintomas são: limitação dos movimentos mandibulares, oclusão estática e dinâmicas anormais e também pode haver a presença de ruídos articulares (como estalido e/ou crepitação). O estalo pode ou não ser acompanhado de dor 12 e o estalido (clicking) duplo, na abertura e fechamento mandibular, caracteriza-se por deslocamento do disco articular com redução, e a articulação silenciosa assintomática e limitação na abertura indicam deslocamento do disco articular sem redução. A crepitação freqüentemente indica uma artrose. Para uma correta indicação terapêutica, a avaliação de todos os possíveis sintomas juntamente com o trabalho em equipe é fundamental. 
Cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, além de psicólogos, otorrinolaringologistas, neurologistas e clínicos da dor devem conjuntamente avaliar os possíveis fatores causais e, cada qual em sua área de atuação, intervir.
Sabendo que a DTM está inserida no campo de atuação fonoaudiológica, os objetivos da pesquisa foram: verificar perfil, queixa e principais sinais
e sintomas de uma amostra de pacientes com disfunção temporomandibular que estiveram ou estão em tratamento ortodôntico e verificar a ocorrência
de atendimentos multidisciplinares.